A era das mulheres em “burnout”

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Fonte: google.ch

Ha uns tempos partilhei na página facebook do blog uma BD muito interessante que falava da carga mental nas mulheres. Depois partilhei um video que falava da exaustão materna (também aliada a essa carga mental).

Depois percebi, que EU ando exausta e não é só fisicamente. Que EU ando com uma carga mental excessiva.

Amo de paixão o meu marido (felizmente para ambos 😅) mas ele pertence à categoria dos homens “que ajudam bastante em casa”. Se isso é mau? Depende do ponto de vista, ora vejamos;

Para mim há essencialmente 3 categorias de homens:
– Os que não mexem um dedo em casa
– Os que ajudam em casa
– Os que colaboram na gestão da casa (ao que parece uma espécie extremamente rara!)

Os que não mexem um dedo, dispensam apresentações.

Os que ajudam em casa, e aqui aparece a minha cara-metade, são aqueles que participam em tarefas das lides domesticas mais ou menos guiadas pela parceira, exemplo: por roupa a lavar/secar, por a loiça do almoço/jantar na máquina, limpar a casa, cuidar dos miudos. E o meu o que faz, faz tão bem ou melhor que eu, especialmente quando se trata de limpar a casa e cuidar dos miudos (embora tenha claramente menos paciência que eu!)

No entanto, depois de colocarem a loiça na máquina, tem de vir a mulher e passar no pano no fogão, no lava loiça e na bancada, arrumar o que está fora do sitio etc.

Ora, se ele trabalha e eu estou em casa, é lógico que o grosso das tarefas domésticas recaiam sobre mim. Mas e o resto?

Tudo o que faz parte do pacote “arrumar, organizar, gerir” foi excluido do pack de participação nas tarefas domésticas.

O que mais ouço são coisas do tipo: “Já pagaste as contas?”, “Já escreveste a carta para o seguro?”, “Já fizeste os impostos?”

A gestão de uma familia e consequentemente de uma casa vai muito além das simples tarefas de limpar/cozinhar/arrumar/cuidar dos filhos.

É preciso gerir a lista de compras. Gerir a organização da casa. Gerir a ama dos miudos. Gerir as datas de pagamento das contas. Gerir tudo aquilo que faz parte da “To do list” semanal – que as vezes não é pouco! Gerir as consultas dos miudos. Gerir os TPC’s e as reuniões na escola. Gerir as actividades extra-curriculares.

E depois é necessário comandar as tropas: dizer o que é preciso fazer em casa naquele momento; enfim, dizer qual será a participação de cada um em cada uma dessas tarefas.

E isto é cansativo. Mais do que vocês, caros companheiros de “guerra”, possam imaginar.

É por isso que nós temos insónias! Porque se por algum acaso acordamos a meio da noite, começamos logo a adiantar serviço e a pensar como vamos organizar o dia, ou como vamos resolver/gerir determinada situação.

Nós, mulheres, quando nos deitamos, ficamos algum tempo a pensar em tudo o que fizemos durante o dia, em tudo o que não fizemos, e muitas vezes, em como poderiamos ter feito melhor, em como nos sentimos “incompetentes” ou “insuficientes”, em como deveriamos ser melhores!

Mas… será que deveriamos mesmo?

Nós não precisamos que nos perguntem “precisas de ajuda?”. Nós precisamos que olhem à vossa volta, vejam com os próprios olhos o que está por fazer e façam. É que as vezes estar sempre a pedir também cansa.

Nós não precisamos que nos perguntem se já fizemos isto ou aquilo. As vezes dizer “VAMOS tratar disto” já é o suficiente para nos aliviar um pouco a pressão.

“Ajudar”, pressupõe que toda a responsabilidade está do lado da mulher e que o homem, como é simpático, até dá uma ajuda, mas sem qualquer tipo de obrigação.

Não. Não. Não!

A responsabilidade do homem não é ganhar dinheiro para sustentar a casa e depois ficar descansado porque indo trabalhar já cumpre a sua obrigação, mas como até é simpatico, ainda ajuda bastante lá em casa! Isso era no século passado!

O homem não tem que ajudar! O homem tem que CO-LA-BO-RAR! E colaborar pressupõe um trabalho em equipa com responsabilidades partilhadas, e não um que gere e outro que executa algumas tarefas sob “mandato”.

Desenganem-se: a pior parte, caros companheiros não são as lides domésticas. Ok, essas não são especialmente agradáveis, mas a pior parte, é mesmo o peso de sentir a responsabilidade total pela gestão de uma familia!

Por isso caros homens que “ajudam”, se ainda não tinham percebido de que se queixam elas, espero ter contribuido para de alguma forma vos elucidar um pouco sobre esta questão.

E nós caras mulheres, vamos lá definir as nossas necessidades e os nossos limites, porque é aí que tudo começa…

Assim vai a vida… aos olhos de uma mulher!

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2 thoughts on “A era das mulheres em “burnout”

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