Saber ou não saber, porque mudei de ideias sobre o sexo do bebé?

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Quem nos conheçe, ouviu-me dizer desde o inicio que desta vez não iria querer saber qual o sexo do bebé. Para mim, achava eu, não iria fazer qualquer tipo de diferença… temos filhos de ambos os sexos, e apesar diferentes, ambos são experiências maravilhosas. Além disso, percebi que as diferenças nas experiências pouco tem a ver com o sexo do bebé, mas principalmente com o bebé em si. Tenho dois meninos que me proporcionam experiências muito diferentes, resultantes da individualidade de cada um, e uma menina maravilhosa também com as suas próprias vivências, emoções e personalidade.

Por estas razões achei que me seria indiferente saber o sexo do bebé.

E desengane-se quem julga que eu não aguentei a curiosidade até ao fim… porque de tudo o que me fez decidir perguntar o sexo do bebé, a curiosidade é a ultima da lista.

Mas então o que foi?

Foi um conjunto de varias pequenas coisas, e uma mais em particular que me deixou a pensar.

A primeira foi o facto de que a Eva estava convicta de que seria “um bebé menina”. Apesar de saber que não se pode escolher, ela tinha a certeza de que era uma menina, e ficava zangada quando alguém tentava insinuar o contrario respondendo um firme “mas não sabemos!”

Depois a “certeza” do pai de que seria um menino, sempre que falava para o bebé era como se este fosse o menino, o que me levou a pensar que se o pai estivesse errado não era muito boa ideia, não fosse a rapariga ficar com problemas de identidade.

E por fim, a cereja no topo do bolo: uma pessoa disse-me que também pensava assim, até ao dia em que a parteira lhe disse algo parecido com: “é claro que os pais é que decidem. Mas este bebé já tem um sexo, já é um individuo, masculino ou feminino. Este bebé começa a formar a identidade dele ainda na vida intra-uterina. Não deverá essa individualidade ser respeitada na íntegra desde já? Não terá ele “o direito” a ela?”

Muitos dirão que não tem nada a ver, que ê claro que respeitamos o bebé na mesma, e eu sei que sim. Mas fiquei semanas a pensar naquilo e em como aquilo me fazia sentido.

Até aqui, cada vez que falava com este bebé era sempre “meu bebé”, sem saber muito bem (embora tivesse fortissimas suspeitas). Desde ontem que tudo está muito mais claro, que visualizo o meu bebé, o meu rapazinho, de uma forma muito mais concreta. Embora até à hora da consulta metade de mim quisesse continuar na expectativa, hoje estou certa de que foi a decisão mais correcta.

A Eva teve uma reação de menina maravilhosa, mostrou que sabe expressar as suas emoções ao invés de as reprimir ou de as demonstrar sob forma de frustração, e principalmente que confia em mim, que se sente segura para o partilhar comigo. Ouvi-a dizer enquanto as lágrimas caíam “sei que não podemos escolher mas eu queria tanto uma menina…” Acompanhei-a nesses 5 minutos de desilusão e tristeza, abracei-a e estive presente. Depois exugou as lagrimas e disse-me: “eu queria mesmo muito uma menina, mas gosto muito do bebé na mesma” ❤

Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe!

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