Ainda sobre “birras”…

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Mais uma vez escrevo sobre este assunto que tem tanto de delicado como de complexo: as birras e as situações de conflito com os filhos.

Escrevo porque ao escrever organizo pensamentos, e porque com três crianças há muitas situações que merecem um tempo de reflexão ao final do dia…

Confesso que em situações de conflito muitas vezes a minha primeira reacção ainda é começar a ralhar (alto) e com cara de má. Mas rápidamente tomo consciência do que está a acontecer naquele momento, respiro fundo e em 10 segundos penso na melhor forma de lidar com aquela situação em particular.

Ter consciência. Consciência do que se está a viver naquele preciso momento. Ter consciência da idade da criança, das nossas expectativas que por vezes são demasiado altas, e deixar de agir por impulso ou reação, passando a agir em consciência com que se está de facto a passar.

Por exemplo, no outro dia o Duarte foi para a cama por volta das 20h30. As 21h30 quando finalmente me sentei no sofá ouço-o dizer: “mãe, não consigo dormir.” Estava tão cansada que de imediato sai-me um “apaga a luz vira-te para o outro lado e dorme!”. No entanto ainda não tinha acabado a frase e já me tinha arrependido. Pensei que se ele que por norma não tem quaisquer problema para dormir está com dificuldade em adormecer provavelmente algo anda a preocupa-lo. Subi as escadas e fui deitar-me 10 minutos com ele. Tempo suficiente para ele me poder contar o que o estava a preocupar. Ouvi-o, conversei com ele e desci. 10 minutos depois ele estava a dormir.

Outro exemplo: a Eva começa a gritar e a chorar por um qualquer motivo “banal”. A primeira reação é gritar-lhe de volta e dizer “Eva, chega!”. Mas uma fracção de segundo depois tomo consciência daquilo que se esta a passar naquele preciso momento, baixo-me ao nivel dos olhos dela, converso com ela, tento perceber a causa de tanta frustração. A maior parte destas situações acontecem ao final do dia quando ela começa a ficar cansada. E então lembro-me de como fico rabugenta e sensivel quando estou cansada. Converso com ela com calma, nem sempre resolve o assunto na totalidade, mas na grande maioria das situações ajuda muito!

Para lidar com situações de conflito da melhor forma é preciso “transportarmo-nos” para o momento presente, abstraindo a nossa mente do dia dificil que tivemos, da roupa que temos que ir passar ou do jantar que está por fazer.

É preciso estar de facto com os nossos filhos. E eles percebem essa presença, que vai além da presença física. É uma presença plena naquele momento.

É um exercicio que não é facil mas que é muito interessante!

Isto não vai acabar miraculosamente com os momentos de conflito -era bom, oh se era!. Mas pode ajudar muito a compreender e a gerir melhor (e sem culpas!) a maior parte deles!
Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe!

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