Meu “ovinho branco”…

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Meu “ovinho branco” como carinhosamente te chamo tantas vezes, quero que saibas que o meu amor por ti é infinito, mesmo quando me zango!

Quero que saibas que uma das minhas funções mais sérias – e maravilhosas – nesta vida é acompanhar-te nesta caminhada. Ajudar-te a enfrentar as tuas dificuldades, ajudar-te a encontrar estratégias para lidar com elas, incentivar-te nas tuas metas, festejar contigo as tuas vitórias, e dar-te sempre muito colo nos momentos dificeis.

Mas há dias em que me sinto desarmada. Em que fico revoltada e triste ao perceber as reais dificuldades que tens em te integrar no meio de tantos ovos amarelos.

Tu és um ovinho branco, sabes disso. Mas isso não faz de ti nem mais nem menos que um ovo amarelo. Apenas diferente. E asseguro-te que os ovinhos amarelos também não são todos iguais! Há o amarelo-torrado, amarelo-pálido, etc. Não há nenhum ovo igual ao outro, simplesmente as diferenças não são tão visiveis.

Gostava que pudesses perceber o valor da tua diferença. Gostava que visses a tua diferença como uma mais valia e não como uma pedra no sapato. Mas principalmente gostava que te conseguisses defender melhor.

Que não levasses tudo tão a peito porque muitas vezes no teu coração tudo toma uma amplitude muito maior, e isso só te faz sofrer. E a mim também.

Gostava de ter uma varinha mágica e poder dar-te um escudo de protecção emocional. Gostava de viver todos os momentos dificeis no teu lugar, de te poupar a tanta coisa. As vezes até gostava de te poder defender de ti proprio, da pressão que colocas em tudo o que fazes, do teu olhar auto-critico. Gostava, nem que fosse só por um dia, que pudesses ver o mundo unicamente pelos olhos da criança que és, sem angustias, pressões ou preocupações.

Mas não posso. A única coisa que posso fazer é estar aqui, de braços abertos para te reconfortar. E isso, estarei sempre…

Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe!

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Ainda sobre “birras”…

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Mais uma vez escrevo sobre este assunto que tem tanto de delicado como de complexo: as birras e as situações de conflito com os filhos.

Escrevo porque ao escrever organizo pensamentos, e porque com três crianças há muitas situações que merecem um tempo de reflexão ao final do dia…

Confesso que em situações de conflito muitas vezes a minha primeira reacção ainda é começar a ralhar (alto) e com cara de má. Mas rápidamente tomo consciência do que está a acontecer naquele momento, respiro fundo e em 10 segundos penso na melhor forma de lidar com aquela situação em particular.

Ter consciência. Consciência do que se está a viver naquele preciso momento. Ter consciência da idade da criança, das nossas expectativas que por vezes são demasiado altas, e deixar de agir por impulso ou reação, passando a agir em consciência com que se está de facto a passar.

Por exemplo, no outro dia o Duarte foi para a cama por volta das 20h30. As 21h30 quando finalmente me sentei no sofá ouço-o dizer: “mãe, não consigo dormir.” Estava tão cansada que de imediato sai-me um “apaga a luz vira-te para o outro lado e dorme!”. No entanto ainda não tinha acabado a frase e já me tinha arrependido. Pensei que se ele que por norma não tem quaisquer problema para dormir está com dificuldade em adormecer provavelmente algo anda a preocupa-lo. Subi as escadas e fui deitar-me 10 minutos com ele. Tempo suficiente para ele me poder contar o que o estava a preocupar. Ouvi-o, conversei com ele e desci. 10 minutos depois ele estava a dormir.

Outro exemplo: a Eva começa a gritar e a chorar por um qualquer motivo “banal”. A primeira reação é gritar-lhe de volta e dizer “Eva, chega!”. Mas uma fracção de segundo depois tomo consciência daquilo que se esta a passar naquele preciso momento, baixo-me ao nivel dos olhos dela, converso com ela, tento perceber a causa de tanta frustração. A maior parte destas situações acontecem ao final do dia quando ela começa a ficar cansada. E então lembro-me de como fico rabugenta e sensivel quando estou cansada. Converso com ela com calma, nem sempre resolve o assunto na totalidade, mas na grande maioria das situações ajuda muito!

Para lidar com situações de conflito da melhor forma é preciso “transportarmo-nos” para o momento presente, abstraindo a nossa mente do dia dificil que tivemos, da roupa que temos que ir passar ou do jantar que está por fazer.

É preciso estar de facto com os nossos filhos. E eles percebem essa presença, que vai além da presença física. É uma presença plena naquele momento.

É um exercicio que não é facil mas que é muito interessante!

Isto não vai acabar miraculosamente com os momentos de conflito -era bom, oh se era!. Mas pode ajudar muito a compreender e a gerir melhor (e sem culpas!) a maior parte deles!
Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe!

Cortinados com fios: o perigo à espreita na janela!

Muitas são as campanhas que se fazem para informar os pais sobre a prevenção de certos acidentes domésticos con crianças: quedas, queimaduras, intoxicações, afogamentos. Mas raramente vi informação sobre um dos maiores perigos que se pode ter em casa: os cortinados com fios.

Todos os anos morrem dezenas de crianças por asfixia, a maior parte em acidentes deste género (fios de cortinados, cordas de baloiço, etc).

Na breve pesquisa que fiz não consegui encontrar dados estatisticos relativos a portugal.

Nos Estados Unidos a cada duas semanas uma criança entre os 8 meses e os 7 anos morre ou fica com sequelas graves e permanentes devido a asfixia por estrangulamento com fios de cortinados.

Em Portugal soube de um triste caso estes dias. Uma criança de 3 anos morreu estrangulada nos fios dos cortinados. Infelizmente não é um caso isolado, e infelizmente a prevenção nesta matéria é muito pouca ou inexistente.

Serve este post para alertar todos os pais dos perigos que muitas vezes vivem connosco sem que nós sequer possamos sonhar que aquilo representa um perigo.

Deixo-vos aqui um video que foi feito no sentido de uma campanha de sensibilização nos Estados Unidos.

O video é forte e contém imagens chocantes. É um confronto com a perigosa realidade. Para quem quer ver o video deixo aqui o link:

Os meus sentidos pêsames aos pais da criança que faleceu esta semana, bem como a todos os outros que passaram por algo semelhante. Porque devia ser proibido perder um filho.

 

Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe

10 coisas que todas as mães de primeira viagem deviam saber!

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1) O mundo não pára se hoje deixares a loiça por lavar ou o chão por aspirar

2) O teu filho é uma criança. Crianças felizes sujam-se, desarrumam, e – pasma-te! – as vezes magoam-se. E isso não é o fim do mundo.

3) O desnvolvimento saudável do teu filho depende essencialmente de dois factores: o exemplo e a experiência.
– Mostra-lhe através do teu exemplo os valores que gostarias de lhe transmitir.
– Deixa-o experimentar e explorar o ambiente à sua volta – sempre em segurança, claro!

4) Fazer asneiras é um dos muitos sinónimos da palavra crescer. Se a asneira tiver ou puder ter consequências graves, sê premptória. Mas se as consequências forem apenas o chão sujo ou uma caneca partida, ensina mas não faças disso um bicho de sete cabeças.

5) Birra é outro desses sinónimos. Para tentares compreender o teu filho lembra-te de que também tu fazes birras quando, por exemplo, amuas e passas um dia inteiro sem falar ao teu marido por causa de algo que ele te disse. O teu filho ainda não tem capacidade para canalisar a frustração dessa forma, mas conta contigo para aprender!

6) Mais vale passares 10 ou 20 minutos de qualidade a brincar com o teu filho do que 2h stressada ou a olhar constantemente para o telemovél.

7) Preocupa-te mais em desenvolver as capacidades emocionais do teu filho do que as capacidades intelectuais. A escola encarregar-se-á disso. De que serve fazer cálculos aos 3 anos se aos 9 não souber lidar com sentimentos como raiva ou ansiedade?

8) Quando o cansaço das noites mal dormidas ou das birras parecer levar a melhor, lembra-te que nada dura para sempre, nem a infância do teu filho.

9) Lamentares-te de que a infância dele passou depressa demais não a vai trazer de volta, por isso vive-a plenamente e aproveita cada minuto com ele.

10) Tu serás mãe toda a tua vida. O teu filho só é criança uma vez. Faz a vida valer a pena!
Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe

Estilo Paleo – parte 1: do conceito ao pequeno-almoço!

 

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O conceito Paleo chegou até mim há 3 meses pela mão de uma amiga que me mandou uma mensagem mais ou menos assim: “adicionei-te a um grupo no facebook, aposto que vais adorar!!!”

E não falhou! Numa altura em que a minha busca por uma vida mais saudável, com mais qualidade, e mais ecológica esta no auge, o conceito de Paleo veio na hora H! Decidi então que estava ali o ponto de partida para mudar a minha alimentação.

Paleo, como o nome indica, baseia-se na alimentação do Homem na era Paleolítica. Carne, peixe, ovos, verduras, água. Haverá mais saudável? De acordo com alguns estudos esta foi a era dourada na evolução do Homem, e a sua alimentação terá sido um contributo precioso.

No entanto, adoptar o estilo Paleo, não significa morar numa caverna na montanha (embora as vezes dê vontade!) com barba até aos pés ou uma colecção de pêlos maior que o Toni Ramos.

Há que ter em conta que estamos no séc XXI e tirar proveito das vantagens. A é internet é uma fonte de pesquisa sem fim, e temos muitos ingredientes saudáveis à nossa disposição que nos permiten fazer pratos maravilhosos.

A ideia é descomplicar, e é aí que aparece o conceito de Paleo Descomplicado. Aqui não há coisas rígidas, há linhas orientadoras, há alimentos fortemente aconselhados, alimentos a evitar, e ainda outros que podem eventualmente ser consumidos com moderação (como é o caso de alguns derivados do leite e das leguminosas), cabendo a cada um aprender a conhecer realmente o seu corpo, o seu organismo e as consequências individuais da ingestão destecou daquele alimento. Uma das frases que mais gosto é “Não há um estilo Paleo rígido. Cabe a cada pessoa descobrir o SEU estilo Paleo”.
Para saber mais sobre o estilo Paleo Descomplicado visite o site http://www.paleoxxi.com ou o grupo facebook #Paleo Descomplicado.

Ao inicio não é facil. É preciso pesquisar conceitos, receitas, ingredientes, descobrir como substituir certos ingredientes, etc. Exige um investimento importante de tempo e energia. Mas depois tudi flui, já conseguimos combinar ingredientes, inventar receitas, fazer pratos deliciosos!

Alguns ingredientes que passaram a ter lugar de destaque no meu armário: óleo de côco, farinha de côco, côco ralado, açucar de côco, mel, farinha de amêndoa, nozes, nozes pécan, cajus, fécula de tapioca, entre outros!

Perdi 10kg em 3 meses, sem passar fome, simplesmente comendo bem. Mas afinal o que como eu? Esta é a pergunta que mais me fazem actualmente, e por isso nasceu este post. Hoje vou dar exemplos de pequenos-almoços e lanches, no proximo post falarei sobre almoços e jantares.

Aventurem-se, experimentem e digam o que acharam!

Há um elemento que nunca muda no meu pequeno-almoço: É o chamado café turbinado, mas eu gosto mais de lhe chamar café energético!
Para quem começa é um bocadinho estranho mas acreditem: primeiro estranha-se, depois entranha-se!

1 café grande + 1 c. sobremesa óleo de côco (extra-virgem!!!) + 1c.café de canela. Depois há quem misture na máquina de batidos, quem misture com aquele aparelho IKEA para fazer capucino ou quem -como eu – mexa com a colher. 😀

E porquê fazer um café assim?? Simples: os 3 elementos são termogénicos, ou seja, aceleram o metabolismo. Além serem fonte de energia ainda fazem com que o nosso organismo queime mais calorias. Além disso o óleo de côco é uma gordura saudável que dá saciedade.

Depois temos dois tipos de pequenos-almoços/lanches: os low carb (baixos carbo-hidratos) ideais para quem quer perder peso, e os outros para comer de vez em quando. Fazer um regime exclusivamente low carb é saturante e acaba por desmotivar, por isso temos os pequenos-almoços mais calóricos para comer (muito) de vez em quando!

Os pequenos-almoços lowcarb faço à base de ovos, queijo, presunto, eventualmente iogurte grego ou quark. Eu muitas vezes junto algumas oligaminosas o que aumenta potencialmente a carga de hidratos, mas se não se abusar são optima fonte de energia!

Exemplos:

Para os muffins salgados lowcarb: ovos, quark ou iogurte grego, misturar bem, sal, pimenta, cebolinho, salsa, colocar em formas de muffins untadas com óleo de coco, e rechear a gosto, neste caso queijo de cabra e presunto. Na ultima foto acompanha com iogute caseiro natural com linhaça moida.

Para os pequenos-almoços mais gulosos uso diversas combinações doces ou salgadas de alguns ingredientes (farinha de amêndoa, de linhaça, de côco, fécula de tapioca – equivalente ao polvilho, quark ou iogurte grego, etc).

Exemplos:

É tudo muito simples de fazer, as receitas estão praticamente todas na página facebook do blog (https://www.facebook.com/entrechuchasehalteres) deixo aqui a base para os crepes: por norma faço com 1 ovo, 1c. sopa iogurte grego ou quark, 1c. sopa fécula de tapioca, bicarbonato, depois pode variar-se e substituir metade da fécula por farinha de côco, amêndoa ou linhaça. Para os recheios/corbeturas doces ou salgados, é usar e abusar da imaginação dentro do permitido, claro! 😉

Assim vai a vida… aos olhos de uma recente Paleo!

Maternidade: o que mudou do 1° para o 3° filho

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Hoje, 9 anos e 3 filhos depois, sinto-me diferente. Aliás, sei que estou diferente. Como pessoa, como mulher, mas principalmente como mãe.

A idade trouxe-me maturidade, trouxe-me outra percepção da vida e daquilo que realmente importa.
Com isto chegou também a necessidade de me questionar enquanto mãe, de analisar o meu caminho e de perceber em que direcção queria ir a partir dali.

Quando o Duarte nasceu, a coisa foi indo “naturalmente” e “culturalmente”. Nos primeiros 4 anos da sua vida uma palmada era a solução para a maioria dos problemas.
Hoje, vejo esses “problemas” com outros olhos, a maioria já nem encaro como “problema” mas como fases/etapas/passagens/acontecimentos normais da infância, que têm de ser tratados e de certa forma respeitados enquanto tal. Isto não quer dizer ser permissiva ou deixar fazer tudo!

As birras, por exemplo, por mais que nos deixem com os nervos em franja, são “um mal necessário” pois são a forma que a criança tem de aprender a reagir à frustração, e assim construir o seu “Eu”, aprendendo mais tarde a canalisar a frustração de outra forma. Mas concordo que não nada mais stressante do que um miúdo a gritar em décibeis mais altos que um concerto de rock. As birras talvez sejam dos pontos em que é mais dificil manter a calma.

Há 9 anos eu era uma mulher mais stressada, ao final do dia de trabalho tinha pouca paciência para o Duarte, por isso acabava por exigir dele algo que lhe era impossivel: comportar-se de forma exemplar – não fazer birras, fazer tudo o que lhe dizia, não fazer asneiras. Ora exigir isto a uma criança nos primeiros anos da sua vida não só é completamente irrealista como também uma enorme fonte de stress para ambas as partes e ainda pode ser altamente prejuducial. Como consequência corremos o risco que a criança cresça a achar que esta sempre errada, que por mais que se esforce é incapaz de agradar os pais. Quando no fundo são os pais que são uns eternos insatisfeitos.

Fui mudando, fui aprendendo, fui crescendo. Hoje em dia sou uma mulher mais pousada, não stresso como antigamente, aprendi a separar verdadeiramente “o trigo do joio” no sentido de perceber aquilo que são limites intransponiveis (bater, dizer palavrões ou ser mal-educado) daquilo que são comportamentos típicos da idade (as birras, as asneiras que resultam da curiosidade e da necessidade de explorar o ambiente).

Aprendi a fomentar o respeito nos meus filhos partindo de mim para eles: respeitando as necessidades, a sua individualidade, o seu desenvolvimento. Dando o exemplo.

Claro que me zango! Claro que as vezes grito (demais)! Claro (!!!) que há limites!!

Mas há certas coisas que não faço. JAMAIS chamo nomes aos meus filhos. Jamais lhes digo coisas como “nunca fazes nada de jeito”. JAMAIS digo aos meus filhos “nào gosto de ti” ou “és feio”. E quando eles me dizem “és má, não gosto de ti”, respondo “as mães às vezes são más. Mas eu gosto muito de ti na mesma”.

Deixei a palmada de lado, preferindo sempre a palavra. Falar com eles, à altura dos olhos deles, explicar porquê não gosto de tal ou tal comportamento. Muitas vezes não chega, confesso. E tenho de aplicar castigos. Mas tento sempre que castigos sejam em função do comportamento, ou seja, penalizar o comportamento e não a criança.

Conceitos como “mindfulness”, “parentalidade consciente” ou “disciplina positiva” vieram abrir-me muitas portas no modo de encarar a maternidade e a educação dos meus filhos. Sou uma mulher mais feliz e vivo a maternidade mais intensamente.

Hoje não sou uma mãe perfeita. Mas sou uma mãe que tenta sempre respeitar os filhos, ter em mente que os filhos são pessoas, com sentimentos, uma personalidade em formação, com valores em desenvolvimento.

E hoje percebo que provavelmente o terceiro é o mais calmo dos três porque apesar de terem a mesma mãe, no fundo os mais velhos também acabaram por ter uma mãe diferente nos primeiros anos.

Há poucos dias, vi uma coisa que a Mickaela Öwen escreveu e que adorei, e que já me foi muito util em várias situações:

“o que faria o amor nesta situação?”
Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe

Dicas para uma festa mais ecológica

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A Eva queria uma festa de aniversário ecológica, ou seja, com pouco lixo.

Bom, claro que não partiu dela, eu dei a sugestão e ela ficou tão entusiasmada com a ideia, que nem quando eu disse que nesse caso não haveria refrigerantes ou gomas ela recuou. A festinha correu lindamente e a Eva estava radiante! No dia seguinte quando lhe mostrei o saco do lixo vi um sorriso de orgulho acompanhado de um “a minha festa foi ecológica!!” que fizeram valer a pena todas as tacinhas de vidro por lavar 🙂

Eramos 12 adultos e 9 crianças, e na realidade o lixo foi um fundo de saco preto!

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Claro que houve papel, cartão e garrafas de vidro para reciclar…

Claro que poderia ter sido melhor, mas foi mais um passo nesta caminhada, nesta nossa aprendizagem!

Então aqui vão algumas dicas para uma festinha com menos lixo:

Renunciar aos refrigerantes
Algo que ficou logo decidido foi que não haveria ice-teas, coca-colas e companhia. Preferimos sumos naturais biológicos e em garrafas de vidro. Mas idealmente deveriam ter sido sumos de fruta feitos em casa, limonada, laranjada, etc.
As garrafas dos sumos eu aproveito para reutilizar para sumos caseiros, iogurtes liquidos, etc…

Renunciar aos empacotados/ industrializados
Isto é válido para gomas, bolinhos, chocolates, bataras fritas etc.
Se se fizer questão podem fazer-se gomas caseiras, (ou comprar em lojas que vendam a granel) chips de batata doce ou de maçã e canela que são maravilhosos, ecológicos e mais saudaveis!

Evitar ao maximo recorrer aos descartaveis e no caso de recorrer a alguns, identifica-los reduzindo assim a quantidade
No nosso caso usei louça de vidro, e copos de vidro para os adultos, mas as colheres e os copos das crianças foram descartaveis. No entanto personalizamos as colheres com o nome de cada um, evitando assim que se utilizem 3 vezes mais do que o necessário

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Usar apenas decoração que possa ser reutilizada
Isto significa que balões e decorações de papel ficam de fora.
Nós usámos toalhas de tecido, e aproveitando que o natal está à porta e que a Eva queria uma festa da Frozen fizemos flocos de neve com cola quente que poderemos reaproveitar daqui a um mês 😛

Trocar os tipicos saquinhos de plástico com gomas para oferecer no fim por outro tipo de ofertas
No nosso caso foram uns saquinhos em tecido branco que encomendei no Arco-Iris Cor-de-Rosa, e que personalizei com os miudos, e la dentro puseram sementes variadas para plantar na primavera, embrulhadas em pedacinhos de papel vegetal. Deu uma actividade muito engraçada!! No entanto há outras opções, como por exemplo o jogo do galo da Cores Mágicas, etc.

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E assim com pouco lixo se fez uma festinha encantada!!
Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe!