Para ti recém-mamã que amamentas!

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Minha querida recém-mamã, tu, que acabaste de dar vida a um pequeno ser maravilhoso, estás radiante! És uma mãe linda, embora a maioria das pessoas só te falem no bebé. Estás radiante e irradias amor, orgulho e felicidade!

Tu que decidiste amamentar o teu bebé, oferecendo-lhe um dos maiores presentes que lhe poderias dar nesta fase, estás a fazer tudo correcto e não deixes que vizinhas abelhudas, familiares metediços ou amigos da onça te venham dizer o contrário!

O teu bebé não tem vício de mama. O teu bebé tem “vício” de amor e de aconchego. Lembra-te que há tão pouco tempo ele ainda estava no sitio mais seguro e aconchegante do mundo: a tua barriga!

A sucção acalma-o, o teu cheiro apazigua, o bater do teu coraçào reconforta! E isso nada tem a ver com “vício de mama” ou fome.

Ao longo desta tua nova caminhada vais ouvir muitas coisas, incluindo que estas a habituar mal o teu bebé, que ele já tem “o tal” vício da mama, ou que se calhar o teu leite já está a falhar.

Por favor, cada vez que alguem te disser alguma destas coisas, lembra-te de como tudo tem corrido tão bem. Lembra-te de que tens profissionais competentes para te acompanhar em caso de dúvidas reais. Lembra-te que tens de confiar em ti, no teu bebé, e na natureza, porque essa, 90% das vezes faz tudo bem feito!

É ela que faz com que o bebé passe um bom momento acordado logo após o parto, para favorecer a primeira mamada nas primeiras 2h após o parto. É a natureza que faz com que a grande maioria dos bebés caia depois num sono profundo que dura cerca de 24h, em que tem quase sempre que ser acordado para comer de 6 em 6h e mesmo assim não mama muito, pois tem reservas suficientes para passar várias horas sem mamar e poder recuperar do esforço do nascimento. É também a natureza que faz com que o segundo dia e a segunda noite sejam os piores para a mãe, pois após esse sono revitalizador o bebé tem de comer, e principalmente informar o corpo da mãe que está à espera da subida do leite – que se faz por volta do terceiro dia e muito graças a esta estimulação do bebé. Por este motivo no segundo dia e segunda noite os bebés pedem para mamar quase de hora a hora, deixando muitas vezes as mães desesperadas e preocupadas quando não são devidamente informadas…

E é a natureza que faz com que este ultimo ponto seja cíclico e aconteça com alguma frequência: em determinadas alturas o teu bebé vai querer mamar de hora em hora, durante dois ou três dias, para informar o teu corpo de que está a crescer e que o teu corpo precisa de adaptar a produção de leite às suas necessidades.

Isto vai acontecer por volta dos 15 dias, 3 semanas, 6 semanas, 3 meses, 4 meses 6 meses e 9 meses.

Nestas alturas vais sempre colocar-te a questão se o teu leite estará a alimentar o suficiente, se será pouco ou “fraco” e haverá sempre quem – julgando-se entendido na matéria – te vai aconselhar a ir comprar uma data de leite. Depois vais lembrar-te que existem picos de crescimento e vais ficar mais descansada. Além disso relembro aqui que não há “leite fraco”, há é bebés com mais dificuldades.

E se apesar de tudo continuares insegura ou com duvidas, antes de avançares com outros metodos – muitas vezes sugeridos por quem não perde uma oportunidade para tentar mostrar à mãe que ela está a falhar – fala com um profissional especialista na matéria, pode ser um/a enfermeiro/a ou uma CAM. (E tu minha querida Ana, tens-me sempre a mim, disponivel 24h/24, 7 dias por semana ❤ l

Por isso goza o teu bebé, mima-o muito, amamenta-o quando tem fome e quando só quer um aconchego, pega-lhe sempre que ele pedir, não o deixes chorar no berço se o podes acalmar com o teu aconchego… independentemente do que te digam! E não te esqueças que até aos 9 meses na cabeça do teu bebé vocês são uma só pessoa e sem ti ele sente-se perdido! Ama-o e sente-te amada!

Vive esta experiência maravilhosa sem medos!
Para ti recém-mamã, mulher fantástica, um abracinho apertadinho!
Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe… enfermeira!

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Para ti Duarte

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Duarte, meu querido Duarte. Há tanta coisa que te podia dizer!

Podia dizer-te o quanto chorei com um teste de gravidez positivo na mão… eu estava no ultimo ano do curso e não era momento!

Podia falar-te do quão feliz o teu pai ao saber de ti, e enquanto eu chorava ao contar-lhe, ele ria de felicidade!

Podia contar-te que pensei não avançar com a gravidez, mas sempre que pensava nisso chorava ainda mais, e percebi que uma coisa que me causava tanto sofrimento não poderia de todo ser a solução! Tu já eras o meu pequenino!

Podia dizer-te que foi a melhor decisão que tomei em toda a minha vida!

Podia dizer-te que quando fui receber o meu diploma de final de curso, exibi orgulhosamente a minha – grande – barriga, e tu foste aplaudido de pé por toda a plateia!

Podia dizer-te que quando nasceste o meu coração passou a andar fora do meu peito!

Podia falar-te do orgulho que sinto em ti, no menino maravilhoso e curioso que és!

Podia falar nas dificuldades que passamos e que poucos compreendem, no teu esforço para superar isso, e no nosso esforço para gerir os dias mais dificeis.

Podia dizer-te que ser tua mãe foi o maior desafio de todos, mas também aquele que me força a ser a cada dia uma mãe e uma pessoa melhor!

Podia falar-te no medo que tenho da adolescência, que te deixes levar na conversa de outros, que não saibas dizer não nem impor a tua vontade. Que faças asneiras sabendo que o que estas a fazer está mal, mas que o faças porque fulano tal disse para fazeres…

Mas de todas estas coisas falarei contigo mais tarde…

Aquilo que te quero dizer hoje é bem mais importante:

Ontem fizeste 9 anos, e disseste várias vezes que daqui a um ano terás 10 anos, que será outro patamar. Sem dúvida! Mas quero pedir-te que aproveites cada dia da tua infância sem teres pressa de crescer. Não te pressiones tanto para seres sempre o melhor, porque o melhor nem sempre é o mais feliz. Não te preocupes se errares ao tentar fazer alguma coisa, os nossos erros ensinam-nos a crescer e mostram-nos outros caminhos para chegar ao nosso objectivo. Simplesmente nunca desistas. Luta, apaixona-te pela vida, impõe a tua garra, mas nunca deixes de ser humilde, sincero e honesto.

Sê feliz meu filho! Parabéns!

Amo-te mais do que possas imaginar! És e serás sempre “o meu pequenino” ❤

 

Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe!

 

15 coisas simples que deixam as mães felizes!

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Fonte imagem: google.pt

Já se sabe que não é preciso muito para fazer uma mãe feliz, hoje relembro 15 coisas bastante simples mas que são capazes de alegrar os nossos dias mais cinzentos!

– Receber um abraço apertado dos filhos

– Ouvir um meloso “gosto muito de ti”

– Perceber que os nossos beijinhos curam -de facto! – os pequenos dói-dóis

– Brincar ao faz de conta, comer bolos imaginários e beber um “café” preparado especialmente para nós

– Ouvir as gargalhas dos filhos, e repetir vezes sem conta o gesto que provoca essas gargalhadas. Não há nenhum som mais bonito do que as gargalhadas de um filho!

– Ver os filhos fazem algo novo pela primeira vez

– Saber que os nossos filhos nos elogiam em frente de outras pessoas

– Ver os filhos adormecerem à primeira tentativa

– Os filhos dormirem uma noite inteira sem acordar

– Ouvir os filhos dizerem “por favor” e “obrigado”

– Perceber que quando os filhos ficam com outras pessoas se portam dez vezes melhor do que connosco, e que aprendem de facto as regras de boa educação que transmitimos, mesmo que não as ponham (todas) em prática quando estão em casa

– Ensinar aos filhos as musicas da nossa infância

– Ser recebida com um sorriso gigante ao fim de um dia de trabalho

– Receber o presente do dia da mãe que eles fizeram na escola, e apreciá-lo sempre que temos um dia mais dificil

– Perceber que nos próximos anos continuaremos a ser a mulher da vida deles ❤

 

Assim vai a vida… aos olhos

O utensilio “mágico”!

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“Mãe quero água”… vou ao armário tiro um copo e dou água à do meio. 10 minutos depois vai o mais velho tira um copo e bebe água. Depois pede o mais novo. Duas horas depois o ciclo recomeça.

Reparei que ao final do dia tinha os meus copos todos à espera de ir à maquina de lavar. Tinha de haver maneira de “dar descanso” aos copos, à máquina e a mim!

Foi então que descobri este maravilhoso suporte de copos, com 6 copos todos de cor diferente! Bingo! Já não ficou na loja. No primeiro dia houve logo um que ficou em pedaços pelo chão, mas como (ainda) somos só 5 estava salva!

Cada um tem a sua cor, está acessivel aos miudos, são fáceis de arrumar e ainda são giros!

Em três semanas de uso reparo que os copos que vão à máquina no final do dia são os meus do café e mais um ou dois que utilisei para cozinhar ou de alguem que passou ca em casa.

Porque ser ecológico também é reduzir o numero de ciclos de lavagem, e porque é preciso aproveitar mais os filhos e menos a cozinha, este utensilio apareceu-me caído do céu!!!

Fica a ideia 😉

 

Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe!

Sou mãe (quase) a tempo inteiro

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Sou mãe (quase) a tempo inteiro, sou esposa, sou mulher.

Abdiquei – temporáriamente – da minha carreira, larguei a pediatria para ter mais disponibilidade para acompanhar o crescimento dos meus filhos.

Faço em primeiro lugar aquilo que tem de ser feito, e só depois, se houver tempo – que quase nunca há – aquilo que gostaria de fazer.

Troco, quase sempre, a televisão pelo fogão, o sofá pela maquina da loiça, o banho de imersão pela história dos miudos, o livro pelo ferro de engomar.

Cozinho para 5 pessoas, almoço/jantar, lanches, marmitas para o trabalho, arrumo a cozinha N vezes ao dia, apanho o que vai ficando espalhado à passagem dos miudos.

Dou almoços, lanches e jantares, vou levar e buscar à escola 2 vezes por dia, num total de 4 trajetos.

Faço a lista das compras, do que falta e do que há-de faltar. Vou as compras e comparo preços, marcas e qualidades.

Faço horários e organizo as amas.

Vigio brincadeiras, imponho a ordem, castigo se necessário.

Faço trabalhos, resolvo problemas, faço a gestão das asneiras e da gravidade das suas consequências.

Dou banhos, faço ataques de beijos e de cócegas, conto histórias e ponho na cama. Vou dar água, mudar a fralda, dar beijinho de boa noite, nuns dias uma vez é suficiente, noutros 10 não chegam. É um sobe e desce de escadas, sempre com a mesma ladaínha “esta na hora de dormir”. Canto músicas, dou abraços, zango-me, volto a dar beijinho de boa noite, e lá acabam por adormecer.

Ponho a casa em ordem, se necessário trato da roupa e preparo as coisas para o dia seguinte.

Tomo um douche rápido e sento-me a ler o meu livro quando os olhos já se fecham diante das páginas abertas.

Na lista de prioridades as minhas necessidades estão sempre em último plano, como quando consigo, tomo banho à hora que for possivel, e apesar de tudo tenho – quase sempre! – um sorriso na cara.

Chego ao final do dia com o sentimento de que “não consegui fazer quase nada”, mesmo sabendo que não é verdade.

Ouço frases como “que rica vida, estar o dia todo em casa com os miudos”. Não ligo. Não tento argumentar, apenas sorrio e digo que é optimo poder acompanhar mais o crescimento das crianças.

Faço vida de “mãe a tempo inteiro” que trabalha de vez em quando.

Sou feliz assim. Muito feliz!

Mas as vezes – só às vezes – um banho de imersão e um livro sabiam tão bem!

 

Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe!

Escola, essa nova etapa!

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Há uma linha que separa o “mundo dos bebés” do “mundo dos meninos crescidos”.
Para mim essa linha chama-se ESCOLA.

A entrada na escola é um marco importantíssimo na vida de uma criança. E para mim sempre foi um confronto com a realidade. Aquilo que me diz que efectivamente eles já não são bebés.

É assim como se a entrada para a escola trouxesse uma mensagem dissimulada da sociedade, escrita com letras bem grandes: “A partir de hoje, e para o resto da tua vida vida vais ter responsabilidades e horários a cumprir! Bem vindo ao mundo dos crescidos! ”

E acreditem, para uma mãe isto é um choque! Crescidos?! Mas ainda ontem eu estava grávida! São uns bebés ainda! Ok, já se vestem sozinhos, já comem sózinhos, até já vão ajudando la em casa… mas, crescidos?! (Atenção: até podiam começar a escola aos 10 anos, a minha reacção seria a mesma 😁 )

A Eva começou a escola esta semana. Estava contentíssima, super orgulhosa e cheia de sí – menina crescida!

No entanto, quando a fui deixar naquela sala de aula não pude evitar ficar momentaneamente com os olhos cheios de água.

Não, não é por deixar de ser o único modelo feminino e exemplo que ela vai seguir a patir de agora!
Nem sequer é por deixar de ser a única a ensinar-lhe coisas importantíssimas como por exemplo lavar bem as mãos depois de ir à casa de banho, a não falar de boca cheia, e outras que tais que ela me vai repetindo e explicando tão bem no dia-a-dia, relembrando-me o quão bem tenho feito o meu trabalho até agora…
Não, também não é porque a partir de agora passa cerca de 30% do seu tempo com outra mulher, ou porque essa mulher lhe vai ensinar coisas tão interessantes que ela vai passar a admirá-la quase tanto como a mim… nada disso. Nem sequer é porque não posso evitar de sentir assim uma pontinha de ciúmes dessa “outra mulher” que acabou de entrar na sua vida.

O que me deixou de olhos vermelhos e cheios de água foi mesmo o facto de que agora a minha menina pequenina faz parte do “grupo dos crescidos”. Com tudo o que isso implica. A minha menina está C-R-E-S-C-I-D-A.

No entanto, o que descansa este meu coração de mãe galinha, é saber que quando a escola acaba, volto a ter de volta a minha menina pequenina, que ainda precisa tanto de mim, dos meus miminhos, dos meus “ensinamentos”, do meu amor.

 

Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe!