Os irmãos!

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Os irmãos… esses seres que nos fazem parecer bipolares e com mais mudanças de humor do que uma mulher grávida. Esses seres que ora se ama mais-que-tudo ora se odeia no segundo seguinte.

Os irmãos, esses que quando visitamos na maternidade até achamos fofinhos, mas isso acaba no momento em que percebemos vieram para ficar. Aí rezamos às escondidas para que algum casal amigo dos nossos pais (que ainda não tenha filhos) ache o bebé tão fofo que decida ficar com ele, poupando assim o trabalho de encomendar outro à cegonha – afinal é tempo de economizar certo?

Os irmãos, que nos vem “roubar” o lugar, e que ainda por cima recebem presentes de toda a gente – como se ser bebé fosse alguma coisa de especial, eles, que nem sequer sabem falar!

Os irmãos, que em menos de nada passam a ser os nossos companheiros de brincadeiras, mas mesmo assim parece que gostamos mais deles quando não estão: “quando volta o mano? Vou guardar-lhe este rebuçado” – quem nunca passou por isto?

Os irmãos, que foram o melhor presente que os pais nos poderiam ter dado e que quase sem nos aperceber-mos passam a ter um lugar de elite no nosso coração, embora tenhamos uma tendência inata para lhes pôr as culpas de todas as asneiras que fazemos, só assim a ver se pega 😛

Os irmãos que de repente passam a ser nossos cumplices, e não só já não lhes tentamos pôr as culpas das nossas asneiras, como ainda os ajudamos a disfarçar as deles!

Os irmãos que passam a ser nossos confidentes, nossos amigos, nossos companheiros.

Os irmãos, que nos acompanham nesta tarefa tão dificil de crescer.

Os irmãos, que um dia já não são só nossos irmãos, mas são também os tios dos nossos filhos. E são os melhores do mundo!
* Aos meus irmãos, que foram os primeiros amores da minha vida, e sem os quais o mundo teria sido um tédio ❤

**Aos meus filhos, que vejam sempre nos irmãos um porto de abrigo ❤

 

Assim vai a vida…. aos olhos de uma irmã mais velha!

 

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Francisco, um dia vais saber

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Meu amor, um dia vais saber que nem sempre estiveste nos nossos planos, que depois da Eva nascer pensavamos que não queriamos ter mais filhos.

Um dia vais saber, que a certa altura começamos a brincar com a hipotese de que se calhar até seria giro ter mais um, e acabámos por decidir assim, meio a brincar meio a falar a sério. Acho que no fundo tinhamos medo desta nova aventura.

Um dia vais saber que não foi fácil chegar até ti. Que antes de ti perdemos dois bebés. Que foi muito muito duro, e que estivemos quase a desistir.

Um dia vais saber, como eu sei hoje, que toda a espera valeu a pena, porque eras tu que nos estavas destinado.

Um dia vais saber que acabaste por chegar de mansinho quando já tinhamos perdido a esperança.

Um dia vais saber que a tua gravidez passou a correr, na correria do dia-a-dia, típica de quando já se tem dois filhos. Que as vezes chegava à noite sem ter a certeza se te tinha sentido mexer durante o dia. E deitava-me tranquila, à tua espera. À noite, tranquila no meu sofá, eu entregava-me a ti e era só a tua mãe.

Um dia vais saber que uma vez por mês eu e o pai deixavamos os manos ao cuidado de amigos, e ia-mos para as sessões de haptonomia, porque queriamos um momento de cumplicidade só contigo, mesmo que fosse só de vez em quando.

Um dia vais saber que eu estava tão ansiosa pelo teu nascimento como se fosses o meu primeiro filho.

Um dia vais saber que o momento do teu nascimento foi um dos momentos mais bonitos da minha vida.

Um dia vais saber que és um bébé maravilhoso – embora as noites tenham sido (muito) difíceis ao inicio.

Um dia vais saber, que o amor de uma mãe não se divide pelo filhos, mas multiplica-se a cada nascimento.

Um dia, meu querido Francisco, vais saber que todos os dias agradeço a Deus esta dádiva, que é ser tua mãe!

1° aniversário do Francisco: um dia com alguns imprevistos…

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Esta semana a minha chucha mais pequenina festejou o seu primeiro aniversário. Tinha idealizado e organizado o dia na minha cabeça, como fazemos tantas vezes: acordar, tomarmos o pequeno almoço todos juntos, deixar os mais velhos na escola, passar a manhã a brincar com o aniversariante, ir buscar os mais velhos, almoçar agradavelmente em familia, fazer o bolo de aniversario, brincar, ir ao parque, preparar um jantar simples mas bom, escrever um texto fofinho para o blog sobre o quão especial é o Francisco, e aproveitar as sestas do pequeno para ir fazendo as tarefas normais da casa – sim porque a vida não pára, nem nos dias especiais!

Mas ser mãe é estar preparada e consciente que tudo pode descambar, ter de se adaptar, re-organizar, dividir-se em 10 para apesar dos imprevistos conseguir fazer tudo.

E assim foi. Ao acordar, demos os parabéns ao Francisco, e diz o Duarte muito preocupado “oh! Não temos presente para ele!”… efectivamente, não tinhamos comprado presente. Na minha cabeça, no primeiro aniversário é mais importante ESTAR presente do que DAR presentes. Mas esqueci-me de um pequeno pormenor: o Francisco tem dois irmão mais velhos para quem era super importante oferecer um presente. Não ter um presente para dar ao mano no dia do seu aniversario era assim como se lhe estivessemos a retirar um direito constitucional, ou pior, era como se lhe estivessemos a retirar valor!

Então tomamos o pequeno almoço, deixamos os manos na escola e lá vamos nós comprar o presente. Como moramos no campo, lá atrás do sol posto, e longe da cidade, levámos a manhã inteira para ir comprar o presente, e quase nos atrasavamos para ir buscar a Eva.

No regresso, quase a chegar ao jardim de infância o Francisco sente-se mal e vomita. Imenso. Na cadeira do carro! 😱😨

Ok, parar o carro, tentar minimizar o estrago, mas rapido porque daqui a 5 minutos a Eva está a sair. Ir buscar a Eva, chegar a casa, olhar para o Francisco e pensar: como o tirar dali sem sujar o carro todo? Ok…. 1…2…3…. GO!

O almoço em familia foi substituido por restos aquecidos para dar aos mais velhos enquanto a mãe tratava do Francisco e depois da cadeira do Francisco. A ida ao parque foi substituida pelo Ruca na televisão enquanto o Francisco dormia para se tentar recompor da indisposição e a mãe estendia roupa, punha mais a lavar, arrumava a cozinha e fazia os preparativos para o jantar. O texto fofinho no dia do aniversário foi substituido por este, escrito dois dias depois, sobre a flexibilidade das mães face aos imprevistos!

Mas fizemos juntos o bolo de aniversário. E quando o Francisco acordou lanchámos juntos, e brincámos, e abrimos presentes, e jantámos, e cantámos os parabéns!

Ser mãe é ter um mestrado em como contornar imprevistos, sem deixar que o dia fique completamente virado do avesso. Ser mãe é ter o cérebro parado uma fracção de segundos quando um imprevisto surge, para logo de seguida sorrir e tentar contornar a questão.

Não foi o dia ideal como o tinha planeado, mas percebi que apesar de todos os imprevistos e de não lhe ter dedicado tanto tempo quando gostaria, o meu bebé teve um dia feliz! E isso, é o mais importante!

E o texto fofinho vai ser escrito na mesma e postado um destes dias, porque ele merece! 😉

Assim vai a vida…. aos olhos de uma mãe!