Um País ao contrário…

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Por norma não falo de “politiquices”. Mas hoje…

Hoje, tive vergonha do meu País.

Hoje doeu-me a alma ao ver que as forças de segurança publica, os homens e mulheres que mais deveriam ser respeitados pelo País que defendem, são mal tratados, enxovalhados e humilhados por esse País, que também é o deles.

Hoje, o meu coração foi inundado de mágoa e rancor contra aquele que também é o meu País, ao perceber que as forças de segurança publica trabalham sem condições materiais e psicológicas.

Hoje, os meus olhos encheram-se de lágrimas, ao ver que pessoas que todos os dias arriscam a sua vida para proteger o País e os seus cidadãos, dividem uma lata de salsichas por três refeições.

Hoje, senti raiva ao saber que se um polícia tem um acidente com uma viatura de serviço, terá de assumir todas as despesas, porque os carros não têm seguro. Uma coisa básica e obrigatória.

Hoje, senti revolta ao perceber que cada vez mais Portugal é um país que abandona os seus homens, mas vitimiza culpados e criminosos.

Hoje, mais uma vez, senti vergonha do meu País.

E a esses Homens e Mulheres apenas posso deixar a minha profunda admiração, reconhecimento e solidariedade!

 

Assim vai a vida…. num País ao contrário!

 

10 razões pelas quais sou adepta do “Co-Sleeping”

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Quem me conhece ou me acompanha já ha algum tempo, sabe que as noites dos bébés ca de casa nunca foram famosas.
Tornei-me, desde o nascimento do meu primeiro filho, uma adepta do co-sleeping, e este é talvez um dos unicos pontos em que não respeito as recomendações do mundo da pediatria.

Há casais que não concordam, há bebes que não gostam, mas cá por casa sempre foi muito apreciado!

Deixo-vos aqui 10 razões pessoais pelas quais sou fã do co-sleeping:

1) Porque muitas vezes é a unica forma de conseguirmos dormir!

2) Porque ele se sente em segurança e eu também fico mais tranquila!

3) Porque eu adoroooooo!!! Sabe tão bem dormir com o seu cheirinho de bebe e dar beijinhos nas bochechas a meio da noite sem ser preciso sequer abrir os olhos!

4) Porque não prejudica a intimidade do casal! Relembro os mais cépticos que a cama não é – de longe – o unico sitio onde a intimidade do casal pode ser levada a cabo, haja cumplicidade e imaginação!

5) Porque não suporto a ideia do “deixar chorar”…

6) Porque enquanto amamentava era tãooo prático!

7) Porque fiz co-sleeping com os irmãos e não tive quaisquer problemas com a sua autonomia, eles proprios a dada altura começaram a querer dormir nas suas camas. Além disso sempre foram crianças muito independentes em relação ao seu desenvolvimento.

8) Porque quando tiver 18 anos já não serei a sua companhia preferida para os serões!

9) Porque o filho é meu e se ele ficar “mal habituado” ou “demasiado mimado” o “problema” também será meu!

10) E por ultimo mas não menos importante: porque a infância deles passa demasiado rápido ❤

 
Assim vai a vida… aos olhos de uma mãe

“Birras”?!

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Ca em casa, a Eva anda a passar por uma fase mais delicada… Chora à minima contrariedade, bate com o pé no chão e grita assim que sente que algo vai fugir do seu controlo – ou da sua vontade!

Curiosamente, há pouco tempo, estava eu a “passear” pela net, e caio num artigo que fala nos “terrible threes” (os terriveis três). Fiquei confusa. Ainda há tão pouco tempo lia sobre os “terrible twos” (terriveis dois) e já achava a denominação demasiado dramática. Mas agora ao ver os “terrible threes” receio que afinal, de acordo com alguns autores, os nossos filhos serão terriveis durante toda a sua infância.

Mas vamos por partes. O que são “birras”? São comportamentos que surgem como resposta a uma frustração. Pode ser a frustração de ser contrariado, a frustração de não conseguir fazer alguma coisa sozinho, ou a frustração de perceber que não consegue controlar tudo. Pouco importa.

Frus-tra-ção. Tudo se resume a isto.

Nós, os adultos, somos muitas vezes confrontados com a frustração, mas ao longo da nossa longa e brilhante carreira de crianças-adolescentes-adultos que lidam constantemente com a frustração, aprendemos – com a ajuda dos nossos pais – a canalisar a energia e as tensões de forma a que possamos ser adultos “suportaveis” e integrados numa sociedade. Alguns vão ao fitness, outros correm, outros tocam instrumentos, e outros – como eu – choram. Sim sou chorona! Que o digam a minha mãe e o meu marido! Não por ser “mariquinhas” mas simplesmente porque é a minha forma de libertar tensões e frustrações. Ok, podem rir à vontade, mas esta sou eu, assim, chorona!

No entanto as nossas crianças ainda não viveram o suficiente para ter este aprendizado. Ainda não experimentaram o suficiente, ainda não tiveram “coaching” suficiente para dominar esta “gestão das emoções”.

Por isso, quando se sentem frustradas reagem de forma instintiva, arrisco mesmo a dizer “primitiva”, gritando, esperneando, atirando-se para o chão, batendo o pé, etc, etc, etc.

Mas nós, os adultos, longe de sermos exemplares, também fazemos birras, ah isso é que fazemos! Quando “amuamos” com o marido por alguma razão e decidimos que durante três dias vamos olhar de lado para o homem. Quando ignoramos as mensagens de um(a) amigo(a) porque disse alguma coisa que nos magoou, e em tantas outras situações…. isto são birras dissimuladas à moda do adulto!

E la no fundo, se pensarmos bem, quantos de nós não desejavamos às vezes reagir dessa forma instintiva/primitiva, dando um murro no parvo colega de trabalho que é um lambe-botas e que inventa coisas sobre os colegas só para ficar bem na fotografia? Quantos de nós não temos vontade de dar um empurrão-chega-pra-lá ao chefe quando ele nos trata como se tivessemos 5 anos? Não o fazemos porque ao longo da vida aprendemos outros recursos.

Mas a nossa sociedade quer crianças perfeitas, e isso é exigir demasiado das nossas crianças.

Está na altura de mudar mentalidades.

Está na altura de se parar de olhar para os pais daquela criança que está a fazer uma “birra enorme” na fila do supermercado como se fosse esperado que estes reagissem com autoridade.

Está na altura de nós, pais deixarmos de cerder a essa pressão da sociedade que quer miudos exemplares, ou mini-adultos.

Está na altura de encarar as “birras” com naturalidade, acompanhando e descorticando as emoções. E isto em nada tem a ver com permissividade!

Castigar uma birra, ou exigir que a criança pare com a birra não ensina a gerir emoções, ensina a interiorizar sentimentos que precisam sair, ensina a “engolir” frustrações e a sentir a injustiça de não vermos os nossos sentimentos valorizados por quem mais amamos.

Por tudo isto, recuso dizer que a minha filha é terrivel ou está nos “terriveis três”. A minha filha é uma pessoa em construção e cabe-nos a nós – a mim e ao pai – ajuda-la a lidar com esta coisa, as vezes tão complicada, da gestão de emoções…

 

Assim vai a vida…. aos olhos de uma mãe!

Afinal, o Pai deve ou não assistir ao parto?

 

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Esta é uma pergunta que surge inumeras vezes, e para qual há imensos artigos em resposta, basta fazer uma busca no famoso google e, bingo! temos respostas para todos os gostos e feitios.

Mas será mesmo esta a pergunta certa a fazer?

Hoje li um artigo (este) que saiu na “maxima” sobre se o pai deve ou não assistir ao parto. Confesso que como mãe, e como profissional, fiquei um pouco surpresa com a “qualidade” do artigo.

Quando esta ginecologista-obstetra diz que “o momento (do parto) é sempre muito pouco sexual.” está a insinuar que tudo o que envolve a vida de um casal tem de ter uma conotação sexual, ou seja, é o mesmo que estar a restringir as relações de um casal a uma mera relação de interesse sexual, o que a meu ver é francamente depreciativo.

Como profissional, posso dizer que não há nada mais bonito do que a cumplicidade de um casal no momento do nascimento de um filho.

Como mãe, para o meu primeiro filho quis ter a minha mãe comigo no parto, por opção, por várias razões, incluindo por esse medo de interferência na sexualidade do casal. Infelizmente este facto – presença ou ausência do pai no parto e os motivos – nunca foi abordado connosco por nenhum dos profissionais que nos acompanharam. Nos outros dois partos o pai esteve lá e foi simplesmente magnifico, uma experiência de partilha e cumplicidade inigualável!

Mas não adianta negar: nos primeiros meses a sexualidade do casal é afectada pelo nascimento de um filho. Ponto final. Aliás, toda a relação leva um abanão, e, das duas uma: ou sai mais forte, ou sofre danos (quase) irreversiveis. E isso é “assistir-ó-parto independente”.
Mas fiquemo-nos pela parte do parto e da sexualidade.

Nos primeiros meses a sexualidade é afectada por varios motivos, sendo os dois principais a baixa líbido da mãe e a necessidade do casal de se (re)encontrar nesta nova vida com mais um membro na familia. Afectada não significa anulada, e há casais que ao final de muito pouco tempo retomam a sua vida sexual, mas continuam a precisar de um “tempo de adaptação” para que possam voltar a viver a sexualidade em pleno. Havera excepções, claro, mas não é a regra. E isto acontece de cada vez que nasce um filho, independentemente de ser o primeiro ou o quarto.

Mas afinal, o pai deve ou não assistir ao parto?

Não tenho resposta a esta pergunta. Simplesmente porque “Pai” não define um conjunto de progenitores do sexo masculino. “Pai” é AQUELE homem, um ser único, marido ou companheiro DAQUELA mulher, com a sua história de vida e a sua personalidade. E por essa razão não há uma resposta universal para uma pergunta tão genérica.

Por isso, a meu ver, a pergunta correcta será: “ESTE Pai quer assistir ao parto”? Ou “ESTE Pai está preparado para assistir ao parto?” E consequentemente, o quê que nós, profissionais, podemos fazer para que AQUELE Pai se sinta confortavél de modo a poder apoiar a sua companheira e viver esta experiência plenamente?

Deixemos o casal decidir, com o nosso apoio e acompanhamento, ao invés de andarmos a dar opiniões-do-arco-da-velha.

Sexualidades à parte, o apoio que o pai dá à mãe na sala de partos é insubstituivel! E a emoção vivida a dois é algo único!

Opiniões há muitas 😉

Assim vai a vida… aos olhos de uma enfermeira!