Quando não dormir é uma prova de amor!

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Acredito que as crianças são verdadeiras “esponjas”, não só no que diz respeito às aprendizagens, mas também às emoções. E isto desde sempre. Absorvem o nosso amor e o nosso carinho, mas também os nossos medos e as nossas angustias.

Já há algum tempo venho a fazer algumas reflexões para tentar perceber o porquê de os meus filhos não serem grandes amigos das noites – o Duarte começou a dormir a noite toda com 18 meses, a Eva com 27 meses, e o Francisco já la vão quase 10 meses e nada.

Após ter ponderado, analisado e actuado em todas as causas externas susceptiveis de causar o incomodo que leva aos acordares constantes, como o refluxo, as rotinas, a fome, a sede, a necessidade de contacto, etc. e sem grandes resultados, dei por mim a pensar que se calhar estou a procurar no sitio errado.

E se afinal for eu a causadora das noites mal dormidas?! E se afinal o problema não está neles mas sim em mim?

E de repente tudo fez sentido!

Sou uma mãe galinha, como a maioria das mães que conheço, com a agravante de ser enfermeira no maravilhoso mas tumultuoso mundo da pediatria. Se por um lado à medida que eles vão crescendo tenho tendência a ficar mais zen que a maioria das mães, a desvalorizar coisas que deixam a mais cuidadosa das mães de cabelos em pé, em ir ao pediatra só em ultimo recurso, e a consultar as urgências só se uma reanimação estiver iminente, por outro lado enquanto são bebés sou mais stressada que a maioria das mães que conheço, vejo coisas além dos sintomas mais básicos, e tenho tendência a ir ao pediatra mais vezes. Sou mais ansiosa. Tenho mais medos. E a ideia da morte súbita é algo que me assombra constantemente. O medo que esta coisa injusta e inexplicavél me bata à porta impede-me de dormir tranquilamente.

Os meus filhos sentem-no, e dei por mim a questionar-me se o facto de acordarem de hora em hora não será a forma que eles encontraram para me tranquilizar e me dizerem “estou aqui, estou bem”. Até porque se passam mais de três horas sem dar sinal lá fico eu num conflito de valores entre o “aproveita para dormir” e o “eu devia ir la ver “.

O que mais além disto poderia justificar o facto de que quando eu não estou – porque trabalho de noite, por exemplo – eles acordam menos vezes, ou chegam mesmo a dormir seguido?

Afinal, apesar do cansaço, apesar de muitas vezes achar que estou a chegar ao meu limite, apesar do desespero que me assola por vezes por já não saber o que fazer, parece que sou eu quem não está preparada para que eles durmam…

Afinal, os meus filhos não dão más noites. Apenas se asseguram que a mãe está bem.
Afinal eles começam a dormir quando me sentem preparada para “dar o salto”.

Isto é (mais) uma prova de amor ❤

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